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Regras do passaporte britânico para viajar pela Europa: datas de validade, dupla nacionalidade e burocracia do Brexit

11.06.2025 | Passaportes

View of an airplane wing at an airport with jet bridges and service vehicles under a cloudy sky.

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Regras do passaporte britânico para viajar pela Europa: datas de validade, dupla nacionalidade e burocracia do Brexit

Das confusas regras de validade às vantagens de um segundo passaporte, ter um documento de viagem britânico tornou-se mais complicado desde o Brexit. Com base em anos de perguntas de leitores respondidas pelo correspondente de viagens Simon Calder, eis um guia prático das regras que mais importam para as viagens à Europa.

View of an airplane wing at an airport with jet bridges and service vehicles under a cloudy sky. Photo by Tom Fisk on Pexels

As duas regras que apanham os viajantes

Para a União Europeia e o espaço Schengen, um passaporte britânico tem de cumprir duas condições distintas no dia em que viaja. Tem de ter menos de 10 anos no dia da entrada e tem de ter pelo menos três meses de validade para além da data de partida prevista. São dois testes diferentes, e milhares de viajantes britânicos perdem férias todos os anos por ignorarem um deles.

É fundamental que muitos países fora da UE — incluindo o Japão e a Coreia do Sul — permitem aos turistas usar o passaporte até à própria data de validade, pelo que a ‘regra dos seis meses’ em que alguns viajantes acreditam não é universal. Cada país, ou no caso da UE um grupo de Estados, define a sua própria política, por isso verifique sempre o requisito do seu destino específico. Se for preciso renovar, peça em linha cedo: as renovações simples concluem-se muitas vezes em poucas semanas, apesar de os prazos oficiais sugerirem muito mais.

A vantagem da dupla nacionalidade

Os viajantes que têm um passaporte da UE além do documento britânico estão na melhor posição. Com o passaporte da UE, passam à chegada pelo corredor Schengen, mais rápido, sem carimbo, sem perguntas sobre a duração da estadia e — quando os novos sistemas chegarem — sem controlos biométricos nem autorização ETIAS. Os agentes fronteiriços só podem confirmar que o documento é válido e pertence ao titular.

Blurry view of airplanes at the airport through a rain-soaked window at dusk. Photo by Adhitya Andanu on Pexels

A estratégia prática é simples: use o passaporte da UE (por exemplo, irlandês ou francês) para entrar e sair do espaço Schengen, e o passaporte britânico para a fronteira do Reino Unido, o que evita a necessidade de uma Autorização Eletrónica de Viagem (ETA) britânica. Basta escolher um documento para as reservas de voo e mantê-lo para o controlo de identidade da companhia. Quem tem a sorte de possuir um passaporte irlandês está na melhor posição de todas, circulando livremente entre o Reino Unido, a UE e Schengen sem papelada adicional agora ou no futuro.

Carimbagem, páginas em branco e o que o EES muda

Desde o Brexit, cada visita ao Schengen consome meia página do passaporte — um carimbo para entrar, outro para sair — o que pode ser um problema para viajantes frequentes ou para quem segue para países que exigem uma página em branco. Se o seu passaporte ficar cheio, os agentes fronteiriços da UE têm de fornecer uma folha separada para os carimbos. Esta dor de cabeça, porém, não é permanente: o Sistema de Entradas/Saídas (EES) da UE, esperado para o final do ano, vai pôr fim à carimbagem manual e substituí-la por registo eletrónico, exceto para viagens para Chipre e a Irlanda.

Para voos domésticos no Reino Unido não é legalmente exigido passaporte, embora as companhias possam pedir um documento com foto. O ponto mais amplo é conhecer as regras antes de reservar. Se não tem a certeza de que vai precisar da futura autorização de viagem da UE, pode consultar os detalhes de elegibilidade do ETIAS para a sua nacionalidade e planear em conformidade.

Fontes de imagem:

  • Imagem de cabeçalho: Photo by Tom Fisk on Pexels
  • Imagem de teaser: Photo by Adhitya Andanu on Pexels