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A Ameaça de Bloqueio de Camionistas dos Balcãs por Causa do EES Trouxe as Viagens de Verão para o Centro do Debate
Airport terminal with digital flight information boards showing arrivals and departures.
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A Ameaça de Bloqueio de Camionistas dos Balcãs por Causa do EES Trouxe as Viagens de Verão para o Centro do Debate
Um protesto de camionistas dos Balcãs virou os holofotes para a nova fronteira digital da União Europeia. No dia em questão, as fronteiras entre o espaço Schengen e os países balcânicos – Sérvia, Bósnia, Montenegro e Macedónia do Norte – iriam ser bloqueadas por camionistas descontentes com o possível efeito do Sistema de Entrada/Saída (EES) sobre o seu sustento. A disputa lembra que a forma como a Europa regista as passagens de fronteira está a mudar para todos, não só para os turistas.
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Porque os camionistas protestavam
À primeira vista, a queixa parece desconcertante. Um motorista que faz a ligação entre, digamos, Belgrado e Budapeste passa cerca de metade da viagem dentro da UE e metade fora, e com dias de folga raramente se aproximaria do limite de 90 dias em 180 para estadas curtas. O problema, segundo uma fonte europeia bem informada, é que os motoristas destes países balcânicos muitas vezes fazem muito mais do que ir e voltar: podem passar semanas seguidas a trabalhar dentro da União Europeia.
Sob o antigo sistema analógico, a regra dos 90/180 dias não era aplicada com rigor por agentes fronteiriços sobrecarregados. Os dados digitais, porém, não podem ser ignorados. É por isso que um grupo de trabalhadores ameaçou parar a circulação de mercadorias em protesto contra uma legislação a apenas semanas de ser plenamente aplicada.
O que o EES muda
Um dos objetivos do EES é impedir que as pessoas fiquem mais tempo do que a lei permite. O sistema regista as entradas e saídas de cada viajante numa base de dados central, capaz de calcular instantaneamente se alguém excedeu a estada. As impressões digitais e a biometria facial são recolhidas para evitar truques – por exemplo, alguém com dois passaportes não comunitários que sai com um documento e volta a entrar com o outro.
Até 9 de abril, todas as fronteiras tinham de estar a usar o EES para cada nacional de país terceiro. O ramo da administração de Bruxelas responsável pela sua execução insistiu que o sistema estava a enraizar-se como esperado e se mantinha no prazo, e que um bloqueio de motoristas por si só não travaria a implementação.
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O que significa para as viagens de verão
Para os turistas, a preocupação é o congestionamento. Os novos controlos biométricos já tinham sido associados a esperas de até três horas nalguns aeroportos europeus, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros aconselhou os viajantes na região a consultar os meios locais e a planear com antecedência para evitar perturbações. O comprimento das filas neste verão poderia depender de os protestos se alastrarem – ou de se tornarem o ponto de viragem que leva as autoridades a fazer uma pausa e a repensar o calendário. Seja como for, vale a pena perceber como funciona o EES antes de partir.
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