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Como o Sistema de Entrada/Saída da UE vai mudar as viagens para a Europa
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Como o Sistema de Entrada/Saída da UE vai mudar as viagens para a Europa
A União Europeia está a avançar para um novo processo digital de fronteira que vai mudar a forma como muitos viajantes não pertencentes à UE entram e saem do espaço Schengen. Com o Sistema de Entrada/Saída, as autoridades fronteiriças vão registar dados biométricos como impressões digitais e imagens faciais, em vez de dependerem sobretudo dos carimbos no passaporte.
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O que é o Sistema de Entrada/Saída?
O Sistema de Entrada/Saída, conhecido como EES, foi concebido para registar a chegada e a saída de nacionais de países terceiros que visitam o espaço Schengen em estadias curtas de até 90 dias num período de 180 dias. A implementação deverá acontecer de forma gradual, com a UE a apontar para um arranque no outono.
O objetivo é modernizar a gestão das fronteiras, melhorar a precisão dos registos de permanência e reforçar a deteção de excessos de estadia, criminalidade e fraude de identidade.
O que os viajantes devem esperar
Para muitos visitantes, a mudança mais visível acontecerá na fronteira. Em vez de um simples carimbo no passaporte, os viajantes poderão ter de:
- fornecer impressões digitais;
- tirar uma fotografia facial;
- concluir o processo através de equipamentos digitais de controlo fronteiriço.
Isto poderá prolongar as verificações durante a fase inicial de implementação, sobretudo em aeroportos, passagens terrestres e outros pontos de entrada com grande movimento. Representantes do setor do turismo antecipam que os primeiros meses serão operacionalmente exigentes, embora o processo possa tornar-se mais fluido com o tempo.
Porque é que o novo sistema está a gerar debate
Os defensores do sistema afirmam que o formato digital poderá reduzir erros causados por carimbos ilegíveis ou em falta e facilitar a verificação de que uma pessoa está legalmente em território europeu. Em teoria, isso permitiria criar um registo de entradas e saídas mais fiável.
Ao mesmo tempo, especialistas em direitos fundamentais levantam preocupações sobre proteção de dados, riscos de discriminação e tratamento de grupos vulneráveis. Uma atenção particular recai sobre a recolha de dados biométricos de menores, já que as imagens faciais também podem ser recolhidas de crianças muito pequenas. Os críticos alertam ainda para o facto de pessoas pouco familiarizadas com a língua ou com o processo poderem não compreender claramente como os seus dados pessoais são utilizados e quais são os seus direitos.
Impacto mais amplo no turismo e nas futuras regras de viagem
O setor do turismo prepara-se há algum tempo para possíveis atrasos, mas a incerteza mantém-se, porque o calendário de lançamento já foi adiado várias vezes. As empresas que operam em várias fronteiras mostram especial cautela, uma vez que o desempenho do sistema poderá variar entre países e postos de controlo durante a implementação.
O EES é apenas uma parte de uma transformação mais ampla dos controlos de viagem na Europa. O próximo passo será o ETIAS, uma autorização prévia de viagem para cidadãos de 59 países isentos de visto que viajem para 30 países europeus. Embora o ETIAS ainda não tenha uma data final de entrada em vigor, os viajantes devem esperar deslocações para a Europa cada vez mais digitais e estruturadas nos próximos anos.
Em resumo
Para os viajantes, o Sistema de Entrada/Saída deverá significar mais controlos na fronteira, pelo menos numa fase inicial. A promessa de longo prazo é um processo mais eficiente e mais seguro, mas a transição dependerá da forma como as autoridades equilibrarem segurança fronteiriça, preparação operacional e direitos fundamentais.
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