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Novas regras de viagem do Reino Unido para os cidadãos com dupla nacionalidade: o que mudou e como cumprir
Travelers board a Ryanair plane at sunset in Porto, capturing the essence of budget travel.
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Novas regras de viagem do Reino Unido para os cidadãos com dupla nacionalidade: o que mudou e como cumprir
‘Prove que é britânico ou não pode entrar.’ É essa, sem rodeios, a situação que enfrentam agora as pessoas com cidadania do Reino Unido e de outro país. Estima-se que 1,2 milhões de cidadãos britânicos vivam no estrangeiro com dupla nacionalidade e um passaporte emitido pelo seu país de residência — e as regras para usar esses documentos para entrar no Reino Unido tornaram-se mais rígidas.
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O que mudou
Até 25 de fevereiro de 2026, os cidadãos britânicos com dupla nacionalidade podiam entrar e sair do Reino Unido usando o seu passaporte estrangeiro. Essa opção terminou. O Ministério do Interior diz que os britânicos que são também cidadãos de outro país têm de viajar para o Reino Unido usando um passaporte britânico válido, um passaporte irlandês válido ou outro passaporte válido com um ‘certificado de direito’.
A mudança está ligada à Autorização Eletrónica de Viagem (ETA) do Reino Unido, a autorização em linha exigida à maioria dos visitantes sem visto. Embora a ETA seja tecnicamente obrigatória desde 2 de abril de 2025, a aplicação plena só começou a 25 de fevereiro de 2026. É fundamental que o governo afirma que não é possível obter uma ETA se for cidadão com dupla nacionalidade britânica ou irlandesa — deixando quem só tem um passaporte estrangeiro sem uma forma simples de provar que tem direito a entrar.
As opções práticas
O caminho mais acessível é obter um passaporte britânico, ao preço de 94,50 libras, com renovações muitas vezes concluídas em semanas (embora os pedidos do estrangeiro demorem mais). Uma alternativa é um ‘certificado de direito’ anexado a um passaporte estrangeiro, que custa 589 libras.
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À última hora, o Ministério do Interior disse que as companhias aéreas podem, ao seu critério, aceitar um passaporte britânico caducado emitido em qualquer momento desde 1989 juntamente com um passaporte estrangeiro válido, desde que os dados biográficos coincidam exatamente. Várias transportadoras — incluindo British Airways, easyJet, Lufthansa, Qantas, United e Virgin Atlantic — confirmaram que aceitarão essa combinação, enquanto outras avaliam os passageiros caso a caso. Um documento de viagem de emergência, que custa 125 libras e é válido para uma única viagem, é outra alternativa.
Um truque e a vantagem irlandesa
Existe também o chamado ‘Dublin Dodge’. Um cidadão com dupla nacionalidade e passaporte da UE ou de Schengen pode viajar livremente para a República da Irlanda e depois passar para a Irlanda do Norte ao abrigo da Área de Viagem Comum — não há controlos fronteiriços a sul da fronteira — antes de seguir para o resto do Reino Unido. Na viagem de regresso, os viajantes usam simplesmente o seu passaporte estrangeiro.
Os viajantes mais afortunados continuam a ser os que têm um passaporte irlandês, que podem circular livremente entre o Reino Unido, a UE e o espaço Schengen sem necessidade de uma ETA agora, nem da autorização ETIAS da UE no futuro. Para os restantes, a mensagem é simples: leve uma prova da sua cidadania britânica e verifique a política da sua companhia aérea antes de voar.
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