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As Companhias Aéreas Opõem-se ao Aumento Proposto do Preço da ETA do Reino Unido
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As Companhias Aéreas Opõem-se ao Aumento Proposto do Preço da ETA do Reino Unido
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) opôs-se publicamente à proposta do Ministério do Interior britânico de aumentar o custo da Autorização Eletrónica de Viagem do Reino Unido (ETA) em 60%, de 10 £ para 16 £. A objeção, apresentada pela IATA a 17 de janeiro de 2025, surgiu apenas uma semana depois de o sistema ETA mais amplo ter sido introduzido, e a associação aérea argumentou que o momento tornava a medida especialmente difícil de justificar.
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A que se opõe a IATA
O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, descreveu a proposta como desconcertante, avisando que seria "um golpe autoinfligido na competitividade turística do Reino Unido." Salientou que, apenas dois meses antes, em novembro, o governo tinha apresentado planos para aumentar as chegadas de turistas em 30% para alcançar 50 milhões por ano até 2030. Aumentar o preço da ETA em 60% tão pouco depois do lançamento, argumentou, era um mau começo rumo a esse objetivo.
Walsh notou também que o custo adicional ficaria por cima do imposto sobre o passageiro aéreo (APD), que classificou como o maior imposto de viagem do mundo e que estava previsto subir novamente em abril. A preocupação é que acumular encargos sobre os visitantes antes mesmo de chegarem corre o risco de desencorajar precisamente os viajantes que o Reino Unido tenta atrair.
Como se compara o ETIAS
Uma parte central do argumento da IATA foi que os viajantes têm escolha e que o futuro ETIAS da União Europeia ofereceria um valor muito melhor. Segundo a IATA, o ETIAS custaria cerca de um terço do preço proposto no Reino Unido e duraria um ano a mais, fazendo o Reino Unido parecer comparativamente caro para uma autorização prévia à viagem semelhante.
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Os viajantes que ponderam se precisam de uma destas autorizações podem consultar as regras de elegibilidade do ETIAS para perceber como funciona o sistema europeu e a quem se aplica.
O que está em jogo em termos económicos
A IATA apresentou a disputa como algo maior do que uma única taxa. Instou o governo britânico a ver o quadro mais amplo, argumentando que tornar o país um destino mais competitivo em custos geraria receitas fiscais substanciais dos viajantes que atrai. Desencorajar os visitantes com custos elevados antes de porem o pé no país, disse a associação, faz pouco sentido económico.
Para sublinhar o que está em jogo, a IATA citou que a aviação e o turismo do Reino Unido sustentam cerca de 1,6 milhões de empregos e contribuem com cerca de 160,7 mil milhões de USD para o PIB do país. Nesse contexto, argumentou a associação, mesmo aumentos de taxa de aparência modesta merecem um exame cuidadoso.
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